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arte · 23.01.2026 · 2 min de leitura

Do DAMS à Via d'Azeglio: como me tornei designer de bolsas

Dal DAMS a Via d'Azeglio: come sono diventata designer di borse

Há um cheiro que não esqueço. O das bolsas de pele da minha mãe, quando em criança abria o seu armário. O som seco dos fechos. E aquele oval de cameo na mesa de cabeceira, passado de geração em geração.

A Gamberini Bag nasceu destas três memórias. A terceira mudou as outras duas.

Bolonha e a arte como bússola

Estudei História da Arte no DAMS, na Universidade de Bolonha, a mais antiga do mundo ocidental. Ensinou-me a ler os objetos: a procurar o sentido por trás de cada forma, a perceber porque é que algumas coisas ficam e outras desaparecem.

Depois passei anos a curar exposições de arte contemporânea, para instituições e para particulares. Contava as histórias dos outros, até querer escrever a minha.

A faísca: a minha filha Nina

Foi a Nina que me deu o impulso. Ser mãe mudou a minha forma de olhar para o tempo, e de o usar: se queria construir alguma coisa, tinha de começar já.

Em 2014 fundei a Gamberini Bag. Em 2015 abri a loja na Via d'Azeglio 5/A, no coração de Bolonha. Desde então é a minha casa.

O cameo que não fica parado

O cameo da minha mãe passava de geração em geração: mudava de mãos uma única vez, numa vida inteira. Pareceu-me pouco.

O cameo Gamberini trocas tu, quando quiseres. O mesmo objeto que antes se herdava agora acompanha-te enquanto mudas: de manhã, de estação, de ideias.

Não persigo as modas. Conto quem tu és.

Cada bolsa sai das mãos de artesãos a poucos quilómetros daqui e traz dentro duas histórias: a minha e a das mãos que a coseram.

A terceira escreves tu.